segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Cristóvão Tomim tem o segundo maior salário entre os prefeitos do interior de Goiás

Em oito municípios goianos, valores superam o do chefe do Executivo da capital; Catalão e Luziânia têm os maiores subsídios
Cristóvão Tormin, prefeito reeleito de Luziânia, afirma que, desde 2013, abre mão de 20% do salário
Oito prefeitos do interior de Goiás têm salários maiores do que o da capital, no valor de R$ 24.209,76. Seis deles recebem mais do que o governador de Goiás, que tem subsídio de R$ 25.052,50. O maior salário de prefeito no Estado é de Catalão, na Região Sudeste, seguido por Luziânia, no Entorno do Distrito Federal

Parte dos dados é do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), fornecidos pelas próprias prefeituras e solicitados pela reportagem. O Tribunal não encaminhou informações de 78 cidades - ou porque os municípios não enviaram os dados ou porque ainda estavam com processo sob análise no TCM, o que impede a divulgação. O complemento foi colhido pelo POPULAR com as prefeituras ou nos portais de transparência.

Os valores dos salários de prefeitos, vices, secretários e vereadores são definidos pelas Câmaras Municipais. Normalmente são fixados os subsídios para a legislatura seguinte. Ou seja, no ano passado, os vereadores de cada cidade votaram os valores a serem pagos no período de 2017 a 2020.

Em algumas cidades, os subsídios dos prefeitos foram atualizados este ano com reposição da inflação. Não foi possível checar se houve aumento em todas as cidades. Apesar da fixação de valores para o quadriênio, a quase totalidade de municípios permite o reajuste conforme a inflação anual.

Prefeito de Catalão no terceiro mandato, Adib Elias (PMDB) tem salário de R$ 26.580,96, conforme contracheque enviado à reportagem. Cristóvão Tormin (PSD), que foi reeleito em Luziânia no ano passado, tem direito a R$ 26 mil de subsídio.

Sucessor do desafeto político Jardel Sebba (PSDB), Adib tem reclamado da situação financeira da prefeitura e diz que adotou medidas para equilibrar as contas. Já no caso do subsídio, ele afirma que o valor foi definido no ano passado, antes de ele assumir o mandato, e acha que é justo. “Pelo tanto que eu trabalho aqui, eu merecia ganhar R$ 50 mil”, diz.

Até 2016, Luziânia oferecia o maior salário de prefeitos do Estado. Tormin reafirmou que, desde o primeiro ano do mandato, em 2013, fez documento em que abre mão de 20% do salário - ou seja, recebe R$ 20,8 mil do valor a que, legalmente, tem direito. O prefeito diz que chegou a propor aos vereadores que fizessem a redução do valor na fixação do quadriênio, no ano passado, mas que a procuradoria jurídica da Câmara avaliou que seria melhor manter o valor e ele atualizar o documento abrindo mão do porcentual.

Catalão tem 100.590 habitantes, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e é a 13ª maior cidade em população do Estado. Luziânia tem 196.864 e é a 5ª.

O menor salário entre prefeitos goianos é registrado em Marzagão (no Sul goiano), de R$ 8,5 mil. O valor se manteve o mesmo do mandato anterior dos agentes políticos da cidade. O município tem 2.212 habitantes.

Em outros 52 municípios goianos, os salários de prefeitos não tiveram alterações em relação ao passado.

Em Jandaia, Nova Glória, São João da Paraúna e Nova Iguaçu, houve redução dos salários dos prefeitos, em 40%, 33%, 17% e 25%, respectivamente, na comparação com 2015. O POPULAR mostrou no ano passado que houve reação da população de algumas cidades com as propostas de aumentos de salários.

Veja no quadro abaixo






 Fonte: Jornal Opopular

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

A atual presidente do Sintego Bia de Lima nega acusações de desvio de verbas do sindicato

MP apura se verba de sindicato goiano teria sido desviada para pagar multa de Delúbio Soares no mensalão

Segundo órgão, professores filiados denunciaram desvio de dinheiro e envolvimento da diretoria do Sintego. Multa paga pelo ex-tesoureiro do PT foi de R$ 466 mil.

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) apura se verba do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás (Sintego) foi desviada para ajudar a pagar multa de R$ 466 mil estipulada ao ex-tesoureiro do Partido dos Trabalhadores (PT) Delúbio Soares devido ao seu envolvimento com o mensalão. A investigação da promotora Villys Marra se baseia em depoimentos de professores que denunciaram o caso em 2016 à Polícia Federal (PF).

Durante apuração do mensalão, Delúbio foi exonerado do cargo de professor estadual e condenado por corrupção ativa. O ex-tesoureiro do PT teve multa estipulada, mas foi perdoado da pena de 6 anos e 8 meses pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Após abrir um site para arrecadar doações para pagar o valor determinado, ele conseguiu recolher mais de R$ 1 milhão e quitar a dívida.

Conforme apurou a TV Anhanguera, os depoimentos foram colhidos na sede da PF em Goiânia, que entendeu que o caso deveria ser investigado pelo MP-GO. Nos relatos, uma das professoras afirmou que foi convidada pela então presidente do Sintego, Ieda Leal, a participar de uma vaquinha para ajudar a pagar a multa estipulada a Delúbio por causa do mensalão.

A educadora relata ainda que não tinha dinheiro à época, mas emprestou nome e Cadastro de Pessoa Física (CPF) para ajudar nas transações. Segundo ela, colegas fizeram doações de verbas do sindicato, inclusive assinando recibos.

Outra filiada ao sindicato disse em depoimento que foi intimada “a colaborar em campanha para levantar verbas e pagarem a multa”. A professora conta que a então presidente do Sintego entregou a ela R$ 1 mil para que fossem depositados na conta da própria educadora e só então transferida conta que recebia as doações a Delúbio. Ela acredita que o valor repassado foi desviado de verbas do Sintego.
Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT, pagou multa de R$ 466 mil por causa de mensalão
A mesma professora contou ainda que o ex-tesoureiro do PT compareceu ao Sintego após conseguir levantar o valor da multa para agradecer.
Um despacho da PF em Goiás também registrou denúncia de professoras de que a então tesoureira do Sintego e atual presidente do sindicato, Maria Euzébia de Lima, conhecida como Bia, também pediu ajuda aos filiados para pagamento da multa de Delúbio.

O mesmo documento registrou que, nos depoimentos, professores afirmaram que alguns membros da gestão atual do Sintego, que são filiados ao PT, desviaram verbas do sindicato para favorecer membros do “alto escalão do partido”.

O Sintego informou à TV Anhanguera que Ieda Leal e Bia de Lima negam que tenham realizado doações para campanhas políticas ou pessoas. Ainda conforme sindicato, as acusações não têm fundamento e são caluniosas, portanto, deve tomar medidas judiciais contra os autores das denúncias.

Já a direção estadual do Partido dos Trabalhadores informou à TV Anhanguera que não tem conhecimento dessa denúncia e que não recebeu qualquer valor indevido do Sintego.

Inquérito

A promotora Villys Marra abriu um inquérito para apurar o caso, do qual fazem parte, além dos depoimentos dos professores, documentos apreendidos no Sintego. Ela garante que o material comprova que a diretoria do sindicato cometeu crimes de peculato, formação de quadrilha e falsidade ideológica.
“Na verdade fica claro que a utilização era de dinheiro do sindicato, do Sintego, para bancar a multa do Delúbio Soares. Isso está muito claro pela investigação. Os documentos apontam neste sentido, as declarações das testemunhas. As próprias pessoas assumiram que fizeram isso e dão riqueza de detalhes, que confirmam que esse fato realmente ocorreu”, disse em entrevista à TV Anhanguera.

Ainda segundo a promotora, o Sintego conseguiu uma liminar assinada pelo desembargador Carlos Alberto França, que determina “a imediata restituição à parte requerida de todos os documentos e provas obtidos com a quebra do sigilo bancário e fiscal da busca e apreensão desconstituídos nesta decisão”.

Villys Marra destaca que teme que os documentos se percam e que não seja possível dar andamento ao processo. “A preocupação é grande, porque essas provas, uma vez devolvidas, podem ser destruídas ou então escondidas. O prejuízo para a investigação pode ser muito grande.

O Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) informou que não pode comentar a decisão dada pelo desembargador.

Fonte: G1 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Vem aí o primeiro festival dos AMIGOS DA APAE de Luziânia.

Festival Cultural dos Amigos da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais de Luziânia 
O evento será realizado no próximo domingo (27), em uma das ruas mais antigas de Luziânia, "Rua do Rosário". O evento contará com várias atrações, exposições de carros antigos, equipes de moto clubes, atendimentos sociais, de saúde e atividades esportivas. Na área de alimentação, food trucks, restaurantes, bares e petiscaria, além de dois palcos que abrigaram apresentações musicais de vários estilos, como sertanejo e um bom pop rock.

Você não pode ficar fora dessa! 


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Professor é preso suspeito de abuso em Cidade Ocidental

Acusado foi preso e admitiu que praticou os atos libidinosos, mas nega relação sexual com menina de 11 anos
Um professor temporário foi preso nesta quarta-feira (16/8) acusado de assediar, abusar sexualmente e até ter relações sexuais com uma aluna. A equipe da 30ª Delegacia de Polícia, São Sebastião, investigou o caso e efetuou a prisão do acusado, cuja identidade ainda não foi divulgada.

O homem tem 52 anos e responderá por estupro de vulnerável. Segundo a Polícia Civil, durante o período de férias escolares, o autor trocou mensagens de teor afetivo e sexual com a vítima e planejava praticar novos atos sexuais com ela quando as aulas retornassem. A idade da vítima ainda não foi divulgada pela polícia.

O caso foi denunciado na 30ª DP, e os agentes da Seção de Atendimento à Mulher deram início às diligências em busca do professor temporário. Com a coleta de depoimento da vítima, foi possível identificar o agressor e prendê-lo.

Fonte: Metrópolis